Ottawa é uma cidade grande, com muitos museus, construções de linda arquitetura e outros passeios culturais. Não conseguimos conhecer nem metade do que a cidade tem para oferecer, mas os passeios que fizemos valeram muito a pena! Hoje vou contar um pouquinho sobre a Colina do Parlamento (Parliament Hill).
A Colina do Parlamento fica às margens do Rio Ottawa e abriga os edifícios do Parlamento do Canadá, além de outros prédios governamentais. Por ficar em uma área relativamente alta, é possível ver os lindos prédios do conjunto a partir de diversos pontos da cidade. A vista que achamos particularmente mais bonita foi a que tivemos de dentro do Canal Rideau enquanto patinávamos! Simplesmente maravilhoso!
Como estávamos hospedadas perto do Parlamento, tivemos a oportunidade de apreciar sua arquitetura diversas vezes, porém acabamos deixando a visita para o final da viagem e acabamos indo lá “ver por dentro” apenas no último dia.
A visita ao prédio central do Parlamento é gratuita e pode ser feita em qualquer dia da semana. Embora seja muito bonito por dentro, não foi um passeio que agradou tanto a Letícia, pois não tinha nada muito divertido para criança ver.
A parte que mais esperada do passeio era a subida até Torre da Paz (Peace Tower) e adivinhem só... O elevador estava em manutenção bem naquele dia! Não poderíamos subir até o relógio na grande torre do parlamento.... Foi muito azar! Infelizmente não tínhamos mais tempo para tentar em outro dia, mas fica mais um motivo para voltarmos a Ottawa, rsrs!
Ottawa é uma cidade grande, com muitos museus, construções de linda arquitetura e outros passeios culturais. Não conseguimos conhecer nem metade do que a cidade tem para oferecer, mas os passeios que fizemos valeram muito a pena!
Hoje vou contar um pouquinho sobre o Museu de História e o Museu da Criança.
O Museu Canadense de História (Canadian Museum of History), na verdade, não fica exatamente Ottawa, mas sim em Gatineau, cidade no outro lado do rio Ottawa, já no Quebec. Apesar de ficar em outra província, o museu fica bem pertinho da divisa e o transporte público das cidades de Ottawa e Gatineau é totalmente integrado. Fundado em 1856, esse museu inicialmentechamava-se Museu de Geologia (Geological Museum), mas teve o nome alterado para Museu Nacionalem 1896 (National Museum) e para Museu Canadense da Civilização (Canadian Museum of Civilization) em 1986. Em 2013, o museu foi mais uma vez renomeado, passando finalmente a chamar-se Museu Canadense de História.
Nesse museu, nós podemos viajar através de 1.000 anos de história da civilização canadense. Artefatos de caça, pesca e guerra, vestimentas, máscaras, totens, esculturas e uma enorme gama de objetos antigos são expostos em vitrines e cenários que reconstituem a história e os costumes dos povos. Além das peças em exposição, o museu conta com diversos recursos tecnológicos como painéis interativos e efeitos de luz, imagem e som.
Algumas exposições são fixas, como a Sala dos Primeiros Povos (First People Hall) e a coleção de selos canadenses (The Canadian Stamp Collection), mas há espaços que recebem exposições temporárias. Quando estivemos lá, havia uma exposição muito comovente, chamada “Empress of Ireland”, que recontava a história de um grande naufrágio que ocorreu em 1914 na costa Canadense. Havia também uma exposição de moedas e uma do desenho “Bob, o Construtor”.
A parte mais legal desse museu (ao menos para quem está acompanhado por crianças, rsrs) é um setor especial chamado Museu da Criança (Children’s Museum). Esse setor tem uma entrada especial onde a criança recebe um passaporte.
Dentro desse museu, é possível explorar diversos países, meios de transporte e comércios (em cada país tem um carimbo para registrar a visita no passaporte). Tem África, México, Egito, restaurante, livraria, teatro, ônibus, moto, navio e muito mais. Os ambientes são perfeitamente caracterizados e oferecem roupas e objetos para a criança usar e entrar totalmente no clima!
O museu é muito tranquilo, organizado e bonito. Eu aconselho que cheguem cedo, pois tem muuuuita coisa para ver. Nós deixamos o Museu da Criança para o final, quando restava pouco mais de uma hora para fechar e quase não deu tempo de ver tudo. A Lelê saiu com gostinho de quero mais, rsrs! Uma outra dica, para quem não tiver tanto tempo e quiser economizar, é que a entrada no Museu é gratuita toda quinta-feira, das 16h às 20h. Saiba mais no site oficial: http://www.historymuseum.ca/ Fizemos esse vídeo a partir do pouco que conseguimos filmar em meio à correria, mas dá para ter uma ideia do que tinha no setor do Museu da Criança.
Nos próximos posts, vamos falar sobre os passeios ao Parlamento!
Além de brincar na neve, nós pudemos conhecer alguns lugares bem legais em Ottawa. Fomos a shoppings, centros comerciais, biblioteca, museus e também ao Parlamento, que acredito ser o ponto turístico mais relevante da capital canadense!
O apartamento que alugamos fica pertinho de uma rua principal chamada Rideau Street (ou Rue Rideau, em Francês). Essa rua tem supermercados, lojas diversas, restaurantes e um shopping chamado Rideau Center (ou Centre Rideau). Além disso, ela leva diretamente ao lugar que achamos mais legal em Ottawa, o Canal Rideau, que como contei em outro post é o maior ringue de patinação no gelo do mundo!
Uma outra atração que fica nessa rua e que adoramos muito conhecer foi a unidade Rideau da biblioteca pública de Ottawa. Próxima ao apartamento, gratuita, com um acervo enorme de livros infantis e bem quentinha, a biblioteca foi um ótimo refúgio por dois dias em que a temperatura bateu -20ºC (com a congelante sensação de -25º a - 30ºC!).
A Letícia adora livros, até porque sempre incentivei muito a leitura (comecei a contar histórias quando ela tinha meses de idade e até hoje temos o hábito de ler juntas diariamente). Para ela, a sessão infantil da Saraiva MegaStore é o paraíso e com a biblioteca canadense não foi diferente! Apesar de os livros serem em francês e inglês, ela se sentiu totalmente à vontade para pegar, folhear e escolher um tantão de histórias para que eu lesse para ela. Lá também tinha alguns brinquedos de montar e ela se divertiu bastante!
Quanto aos passeios turísticos, nós fomos ao Parlamento, Museu da Civilização, Museu da Criança e Museu de História Natural. Vou contar mais sobre esse lugares no próximo post!
No último post que fiz sobre a viagem, eu falei sobre patinação no gelo. Hoje vou continuar contando um pouco sobre a diversão na neve.
Nossa primeira experiência brincando na neve foi fazendo os famosos anjinhos! Para fazê-los, basta cair de costas na neve fofinha e abrir e fechar as pernas e braços algumas vezes. Como ainda estávamos nos acostumando, foi um pouco estranho deitar naquele chão friiiiio e fazer os primeiros anjinhos, mas logo percebemos que se jogar na neve fofinha é muito gostoso! A brincadeira se chama assim porque quando nós levantamos, fica um desenho na neve que lembra muito um anjo com asas!
Já os bonecos e guerras de neve foram mais difíceis do que imaginávamos. Eu não sabia que neve tinha “ponto certo” para fazer bonecos e bolas. Nós tentávamos e tentávamos, mas a neve se desfazia como areia na nossa mão. Os floquinhos simplesmente não grudavam!
Fui pesquisar sobre o assunto e descobri que a neve só é boa para fazer bonecos quando a temperatura fica próxima de 0ºC, porque ela fica mais derretida e os floquinhos conseguem “colar” uns nos outros. Como pegamos temperaturas muito baixas (em média -10ºC), a neve estava seca...
Não foi possível construir grandes bonecos de neve, mas os pequenos que conseguimos fazer nos deixaram muito felizes! Nossos “mini Olafs" nos encheram de orgulho e satisfação, rsrs!
Agora olhando o lado positivo das coisas, se a neve seca é ruim para fazer bonecos, pelo menos ela escorrega que é uma beleza! Nós fomos passear algumas vezes em um parque pertinho do nosso apartamento, chamado Strathcona Park, onde tinha muitas ladeiras cheias de neve para escorregar. Lá também tinha um playground com escorregador e balanço, então deu para brincar muito muito muito!
Nas primeiras vezes, escorregamos sobre as nossas roupas mesmo (mais uma vantagem das roupas fofinhas, rsrs), mas depois compramos um plástico que é próprio para escorregar (em inglês chama-se “snow sheet sled”, pagamos CAD $6 na Canadian Tire). Escorregar foi outra coisa apaixonante do inverno canadense! Lelê passou horas e mais horas escorregando sem parar!
Brincar na neve foi muito divertido! Nossa missão “Você quer brincar na neve?” foi cumprida com sucesso, mas o Canadá tinha muito mais para oferecer!
Nos próximos posts, vou contar um pouquinho sobre outros passeios, festivais e também sobre as deliciosas comidinhas que achamos por lá!
Brincar na neve foi uma experiência incrível! Nós nascemos em um país tropical e fomos criadas fazendo castelos de areia na praia, então foi realmente muito diferente de tudo que estávamos acostumadas.
Ao contrário dos biquínis e roupas leves que estamos habituadas, lá nós tínhamos que usar muitas, muitas e muitas roupas, o que a princípio parece atrapalhar um pouco (digo a princípio, pois logo aprendemos a usar isso a nosso favor, rsrs). Além disso, trocamos a preocupação com o sol do meio dia nos queimando na praia, por ficar atentas aos nossos pés, mãos, orelhas, nariz e bochechas expostos ao frio, para que não congelassem! Mas diferente mesmo foi a sensação mágica de ver tudo tão lindo, branquinho e brilhante, como nos filmes de Natal e, principalmente, do Frozen!
As brincadeiras mais comuns na neve e gelo são: patinar no gelo, escorregar e fazer guerras, bonecos e anjinhos de neve. No terceiro dia que estávamos lá, fomos patinar no Canal Rideau. Este Canal é um rio que atravessa Ottawa. No inverno, ele congela e se torna o maior ringue de patinação no gelo do mundo! A extensão é de 7,8 quilômetros e a área total equivale a 90 ringues olímpicos de hockey no gelo. É muito grande mesmo e LINDO!
Além de ficar aberto 24h por dia, existe uma série de facilidades e serviços dentro do Canal: banheiros, restaurantes, lojas para aluguel de equipamentos, barraquinhas com comidas típicas, bancos, armários, veículos de apoio e paramédicos. Isso tudo fica em cima do rio congelado e à disposição para nos atender! Mas voltando à patinação... Eu peguei um par de patins emprestado da minha amiga e compramos um novo para a Letícia, por $40 doláres, em uma loja chamada Canadian Tire. Como íamos passar muitos dias, valeu mais a pena comprar do que alugar. Os preços do aluguel eram:
1 hora: $9.00
2 horas: $12.00
Hora adicional: $5.00
Ou seja, pagamos pelos patins, o preço que custaria para alugá-lo 3 ou 4 vezes.
Na primeira vez que fomos para o Canal Rideau, já era final do dia e estava escurecendo. Mesmo assim, foi possível patinar tranquilamente (tem iluminação e o Canadá é um país muito seguro). Já na primeira tentativa, a Letícia saiu andando com os patins como se tivesse feito isso a vida toda. Claro que ela caiu, e não foram poucas vezes, mas como estávamos com muitas roupas, nem dava para sentir (como eu disse, aprendemos a usar aquele monte de roupas a nosso favor)!
Eu já tinha bastante experiência com patins Inline, então tirei de letra também. Logo já estávamos explorando alguns quilômetros do Canal. A Letícia ficou simplesmente A-P-A-I-X-O-N-A-D-A! Todos os dias ela acordava e dormia dizendo que queria ir patinar, mas como venta muito no Canal, nem sempre dava. Eu diria que foi a experiência mais marcante para ela na viagem. Ela sempre diz que quer voltar ao Canadá para poder patinar no gelo outra vez!
Ela gostou tanto dessa brincadeira, que voltou de lá com um patins Inline de presente, rsrs!
Acho que o post já está um pouco extenso (me empolguei, rsrs), então vou deixar para contar sobre as outras brincadeiras no próximo!
Eu poderia passar horas aqui tentando descrever como é sair de um lugar a +35ºC num dia e chegar em -15ºC no outro, mas nada expressaria exatamente a sensação que tivemos no nosso primeiro dia no Canadá. Saímos do Brasil em pleno verão e chegamos no Canadá em um inverno de doer. Calor incomoda, mas o frio DÓI!
Nosso primeiro passeio foi uma tentativa de caminhada até um parque chamado “Strathcona Park”. Não andamos nem 5 minutos e nossas mãos, olhos, bochechas, ponta do nariz, tudo começou a doer... Qualquer parte do corpo exposta ao vento queimava de frio. Letícia chorou, não queria mais sair de casa. Quase chorei junto.... Seriam 20 dias de férias desperdiçados, presas dentro de um apartamento?
Apesar dos intercalços iniciais, nós tínhamos um objetivo maior que precisava ser alcançado: Nós estávamos lá para brincar na neve! Então não podíamos nos deixar abater!
No segundo dia, providenciamos uma luva mais adequada, já que a dela havia ficado pequena, aumentamos as camadas de roupas e fizemos uma nova tentativa de caminhada até o parque, dessa vez com um pouco mais de sucesso. Completamente embaladas em casacos, gorros e cachecóis, fomos nos aventurando a ir mais longe. No terceiro dia, a Letícia já estava totalmente aclimatada. Eu ainda doía, rsrs. Como é bom ser criança e se adaptar rapidinho às mudanças!
Nós ficamos hospedadas na rua Friel, em um bairro chamado Sandy Hill. Embora o bairro abrigue principalmente residências e embaixadas (a vizinhança é linda!), ele fica muito bem localizado, próximo a comércios, supermercados, shoppings e o mais importante, próximos ao ponto turístico que mais aproveitamos na viagem: o Canal Rideau!
O apartamento era amplo e quentinho, com um quarto, sala, banheiro, cozinha e TV a cabo (o que foi útil nos dias frios demais para sair na rua). Nós alugamos através de um site chamado Airbnb, que oferece quartos e apartamentos para alugar. Ficamos muito bem acomodadas lá e logo começamos a chamar de “casa”, rsrs!
Aos poucos, aprendemos os melhores horários para sair. As manhãs são muito mais geladas que o anoitecer, por exemplo, então começamos a dormir e acordar mais tarde. Geralmente saíamos por volta das 11h e voltávamos lá pelas 22h. Também fomos aprendendo a usar as peças e quantidades de roupas adequadas a cada passeio. Vestir para sair deixou de ser um evento de horas de duração, para levar apenas alguns (muitos) minutos. Uma coisa muito legal que aprendi a usar foi um “pacotinho de calor”, chamado “Hand Warmer” (aquecedores de mão).
Os Hand Warmers são pequenos saquinhos que carregam uma substância química que produz calor espontaneamente quando em contato com o ar. Eles custam cerca de 2 dólares canadenses, são descartáveis e duram até 10 horas, então eu abria um por dia. Eu os deixava dentro dos bolsos e usava para aquecer as mãos e bochechas sempre que necessário. Eles eram especialmente úteis quando eu precisava usar o celular (sem as luvas), aquecendo minhas mãos e dedos rapidamente.Também existe a versão “Feet Warmer” (aquecedores de pés), que foi bem útil para manter os patins e botas aquecidos nos dias de patinação.
Nossa adaptação inicial foi um pouco difícil, mas logo estávamos nos sentindo em casa e fazendo o que tínhamos ido fazer no Canadá. No próximo post, vou contar como foi brincar na neve!
Ottawa é a capital do Canadá, ao contrário do que muitos pensam (é bastante comum as pessoas pensarem que a capital é Toronto ou Montreal). Esta cidade localiza-se na província de Ontário, mas faz fronteira com a província do Quebec. Junto com a cidade vizinha Gatineau, forma a Região da Capital Nacional.
A cidade de Ottawa é bilíngue, ou seja, tem duas línguas oficiais: Francês e Inglês. É muito interessante como a sinalização e as informações espalhadas pela cidade e pontos turísticos são sempre nas duas línguas. Cerca de 40% da população fala inglês e francês fluentemente. Além disso, como Ottawa recebe grande quantidade de imigrantes, boa parte das pessoas que moram lá fala ainda uma terceira língua (Chinês, Árabe, Espanhol, Italiano, etc.).
O clima em Ottawa é temperado, por isso as temperaturas variam muito durante o ano, desde −40°C até +40 °C. Os verões são quentes e úmidos em Ottawa e os invernos são dominados por neve e gelo. É comum nevar em Ottawa desde o final de novembro até o início de abril, embora em alguns anos a neve só apareça na próximo do dia do Natal. A primavera e o outono apresentam temperaturas instáveis e são bastante marcados pelo típico colorido das flores (primavera) e das folhas (outono).
O sistema viário é muito eficiente, com vias expressas e vias exclusivas para ônibus, pedestres e ciclistas. O transporte público é totalmente integrado e automatizado, sendo possível trocar de ônibus sem pagar novo bilhete. Os ônibus são operados pela OC Transpo, que disponibiliza ferramentas no site e aplicativos para verificação de itinerário, horários e acompanhamento da rota dos ônibus. É possível pagar com dinheiro (tem que dar o valor exato), ticket (semelhante ao nosso passe) ou cartão. As informações são oferecidas no site da OC Transpo (Clique aqui para acessar). Por ser a Capital Nacional, Ottawa abriga uma grande variedade de instituições nacionais, prédios governamentais, museus, festivais, dentre outros. Nos próximos posts vou contar mais sobre como foi nossa estadia lá e também sobre alguns passeios que fizemos.
Passagens, passaportes, vistos, autorização e roupas
quentinhas, tudo pronto. O tempo passou e a semana da viagem chegou! Nós já
não aguentávamos de ansiedade! Mas um dia antes da viagem, a Letícia amanheceu
doente, com febre e vomitando muito. Ela e o primo pegaram alguma virose...
Fiquei desesperada! E se ela continuasse vomitando? E se vomitasse no avião? Ou
pior, e se não pudéssemos nem embarcar?
Coloquei-a para repousar o dia todo, mediquei com
antitérmico e antiemético e rezei para ela amanhecer “novinha em folha” no próximo
dia. E graças a Deus foi o que aconteceu! Na manhã seguinte a febre baixou e os
vômitos pararam. Ela parecia melhor, então resolvi ir. Montei um kit farmácia
(com especial cuidado em colocar termômetro, Dramin B6, Paracetamol e
Ibuprofeno na mala de mão) e fomos para o aeroporto!
Essa espera final pela viagem é enlouquecedora, mas
deliciosa! No aeroporto, a Letícia fez amizade com duas pequenas canadenses que
iriam viajar no mesmo voo que nós. Elas ficaram pintando juntas até o embarque
e o tempo acabou passando mais rápido. Enfim, embarcamos e decolamos rumo ao
nosso sonho! (Ah! Antes de embarcar, eu dei uma dose de Dramin para Letícia, só
para ter certeza que tudo ficaria bem, rsrs)
O voo foi muito tranquilo e
confortável. A Letícia assistiu desenhos, enquanto eu conversava com meu
companheiro de poltrona: um canadense de Toronto, muito simpático, que havia
passado férias no Brasil. Enfim adormecemos até chegar a Toronto.
Após o
desembarque, passamos na imigração canadense para oficializar nossa entrada no
país e seguimos para a conexão Toronto-Ottawa. Já era manhã e da janela do
avião podíamos ver a neve cobrindo o gramado do aeroporto. Emoção
indescritível!
O voo até Ottawa foi bem rápido e
confortável também. Pousamos, desembarcamos e fomos buscar nossas bagagens na
esteira. Pegamos as malas, vestimos as roupas de inverno, tiramos nossa
primeira foto oficial da viagem e chamamos um táxi. Eu nem acreditava que
estávamos lá. Era tudo tão lindo, tão branquinho e tão... frio! Rsrs
O inverno no Canadá é muito rigoroso. A temperatura média em
janeiro é de -10ºC , mas as mínimas chegam a ser inferiores a -30ºC (isso
mesmo, 30ºC NEGATIVOS!). Para você ter uma ideia, as temperaturas de uma
geladeira ficam em torno de 5ºC e as de um freezer ficam em torno de -15ºC.
É frio demais e não dá para usar as mesmas roupas que usamos
no inverno brasileiro. Então, tivemos que comprar muitas roupas para a viagem. Os
itens que precisaríamos para nossa estadia lá eram os seguintes:
- Casaco impermeável (a prova de água e vento)
- Calça impermeável (a prova de água e vento)
- Blusa térmica
- Calça térmica
- Botas impermeáveis
- Luvas impermeáveis
- Gorro
- Cachecol
- Protetor de orelhas
- Meias quentinhas
Como aqui não faz esse frio todo, não foi fácil encontrar
roupas apropriadas e quando achei, elas eram caríssimas! Como nosso orçamento
era bem justo, eu não poderia pagar 300 reais nos casacos e botas, que foram os
preços mais baixos encontrei em lojas de esportes e roupas de aventura.
Então, decidi comprar roupas de inverno importadas direto da
China. Geralmente as compras demoram 60 a 90 dias para chegar, então nosso
prazo de quatro meses seria suficiente. Comprei no AliExpress, que é um site
que reúne vários vendedores das mais diversas coisas.
As coisinhas importadas que eu comprei foram:
Casaco Infantil
Impermeável “Name it”, US $29,90
O casaco é ótimo, realmente impermeável à água e ao vento, e
aguentou bem até nos dias mais frios! Como ele era grandinho na Letícia, dava
para colocar várias camadas de roupa por baixo. Nota 10!
Calça Infantil Impermeável Gloria Jeans,
US $12,50
Essa calça possui duas camadas, sendo a exterior em tactel
impermeável e a interna em fleece bem grosso. Ela também tem um elástico na
barra interna que não deixa o ar gelado entrar. A calça é muito quente e
realmente impermeável. A Letícia usou principalmente nos dias em que ia brincar
na neve ou em que as temperaturas eram inferiores a -10ºC.
Calça Infantil
Impermeável WhitePig US $13,50
Essa calça é menos quente que a outra e ela fica úmida se
ficar muito tempo em contato com a água. Por isso, a Letícia usou apenas nos
dias com temperaturas maiores que -10ºC e quando não ia brincar na neve.
Calça Térmica
Infantil US $3,50
A calça térmica é semelhante a uma legging, porém tem fleece
por dentro, o que a deixa bem quentinha. A Letícia sempre vestia essa calça por
baixo das outras roupas.
Kit touca + Luvas +
Cachecol Infantil da Barbie US $5,99
O kit é de material sintético e bem fininho, então não
aguenta o frio das áreas externas, mas foi útil na chegada ao Canadá.
Luvas Impermeáveis, US $7,00
Comprei a luva como sendo “Luvas para esqui”, mas elas não
foram muito resistentes ao frio extremo. Foram úteis para chegar ao Canadá e
nos dias com temperaturas acima de -10ºC.
Botas Impermeáveis, US
$20,00 (Infantil) e US $21,00 (Adulto)
Comprei botas semelhantes para mim e para a Letícia,
impermeáveis e fáceis de vestir, com fechamento por velcro. As botas até
aguentaram o frio, mas não funcionavam tão bem quando pisávamos muito tempo na
neve. Após alguns dias elas perderam a impermeabilidade e às vezes umedeciam na
frente. Quando isso acontecia, eu as colocava na frente dos aquecedores do
apartamento e elas secavam rapidinho. Não foram perfeitas, mas cumpriram a
missão na viagem!
Protetor de Orelhas
(ou Earmuffs), US $2,99
Os protetores de orelha foram úteis nos primeiros dias, até
eu acostumar com o frio. Depois achei que apenas o gorro era suficiente. A
Letícia usou um pouco mais que eu. Eles são muito fáceis de colocar e mantêm as
orelhas quentinhas mesmo! Eles não eram muito resistentes e duraram exatamente
o tempo da viagem!
Meias quentinhas, US $4,50
Comprei meias bem quentinhas para colocar lá. Usávamos uma
meia “normal” com uma quentinha por
cima, pois os pés eram as partes que ficam sempre mais perto do gelo, e
portanto a que tinha mais risco de congelar.
Mittens, US $5,00
Mittens são aquelas luvas que não
separam os dedos. Elas são muito melhores para o frio, pois os dedos mantêm uma
troca de calor entre eles, ficando muito mais aquecidos. Comprei apenas para a
Letícia, mas infelizmente ficou pequena nela e tive que comprar outra no Canadá
(que custou $25, mas era muito boa e salvou a viagem! Mas essa história eu conto depois,
rsrs!)
Além dessas comprinhas na China, eu comprei uma calça
impermeável (tipo capa de chuva) e gorros em uma loja de esportes chamada
Decathlon. Casaco eu não precisei comprar para mim, pois levei um impermeável
da minha mãe e minha amiga emprestou outro quando cheguei lá. Calça e blusa
térmica eu já tinha em casa, mas também são vendidas com um preço acessível na
Decathlon.
Embaixo das roupas impermeáveis, nós usávamos os vestuários
normais aqui do Brasil: jeans, legging, blusa de moleton, camiseta de algodão,
etc. Em todos os ambientes fechados tem calefação (aquecimento), então quando
entramos em algum lugar, nós tiramos o casacão que vai por cima, gorro, luvas,
earmuffs, etc.
E eu sempre tinha uma mochila nas costas para carregar essas
coisas sem perder (a quantidade de luvas perdidas nas ruas e shoppings de
Ottawa é surreal, rsrs, todo dia eu via algumas jogadas aqui e ali).
Basicamente foi isso que levamos. Com passagens,
passaportes, vistos, autorização e roupas quentinhas em mãos, nós estávamos
totalmente prontas para viajar! Então no próximo post, vamos decolar!
Com as passagens compradas, o próximo passo foi ir atrás da documentação para entrar no Canadá. Para viajar, nós precisaríamos basicamente de passaporte, visto canadense e autorização para viagem ao exterior assinada pelo pai da Letícia, já que iríamos só nós duas.
Passaportes: Como estávamos planejando viajar à Disney em breve, nós já tínhamos obtido nossos passaportes em maio de 2014. Os procedimentos na época foram bem tranquilos. Segui as instruções disponibilizadas no site da Polícia Federal, e não tive nenhum problema. O site oficial para informações sobre os custos e procedimentos para tirar o passaporte no Brasil é o seguinte: http://www.dpf.gov.br/servicos/passaporte/requerer-passaporte
Vistos: Os brasileiros necessitam de visto de turista para visitar o Canadá. Nosso voo era direto para o Canadá (Guarulhos-Toronto-Ottawa), então não precisaríamos de nenhum outro visto para trânsito em outros países (alguns voos fazem escala nos Estados Unidos e, nesse caso, seria necessário também o visto americano).
É possível obter o visto canadense online. O primeiro passo é acessar o site do CIC (Citizenship and Immigration Canada - Clique Aqui para Acessar) e preencher o formulário de solicitação de visto para turista. O formulário é todo em inglês, mas há sites que ensinam o passo-a-passo do preenchimento, como este por exemplo -> “Revivendo Viagens”.
Eu preenchi todo o formulário conforme indicado no passo-a-passo e submeti para análise. Depois de alguns dias, recebi uma notificação por e-mail solicitando novos documentos. Entrei na minha aplicação e verifiquei que havia o seguinte pedido:
“Parent Authorization to Travel: Signed letter of authorization from the non accompanying parent(s) authorizing your travel to Canada. Must be accompanied by a copy of their passport or national id clearly showing their signature”.
Ou seja, além dos documentos normalmente solicitados, pediram uma carta de autorização para viagem assinada pelo pai da Letícia. Como eu informei no questionário que viajaríamos só nós duas, a imigração canadense tomou o cuidado de se certificar que ele estava ciente. Fiz a carta em inglês, com base em um modelo obtido no site do próprio governo canadense (Obtenha aqui em PDF ou DOCX).
Enfim, o pai da Letícia assinou a carta, levei em um cartório para reconhecer firma, escaneei e fiz o “upload” na minha aplicação no site do CIC.
Uma semana depois recebi o e-mail de confirmação: Nossos vistos haviam sido aprovados!!!
O processo todo demorou cerca de 30 dias. Muito rápido! Foi uma emoção indescritível pegar nossos passaportes com o visto canadense carimbado! Já tínhamos quase tudo para embarcar!
Autorização de viagem de menores brasileiros ao exterior: Além do passaporte e do visto, é imprescindível a apresentação de uma “autorização de viagem” sempre que menores brasileiros viajam ao exterior. O modelo pode ser obtido no Portal Consular do Itamaraty (Clique Aqui para obter).
Essa autorização é muito importante para menores que vão viajar desacompanhados ou sem a companhia de um dos seus genitores. Sem a autorização devidamente preenchida, assinada e com firma reconhecida, não embarca no avião meeeesmo!
Bom, essas foram minhas dicas em relação à documentação para a viagem. No próximo post vou contar como nós nos preparamos para enfrentar um frio de -20ºC no inverno canadense!!!